O Brasil exporta cultura
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melina.flores

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O Brasil exporta cultura

O Brasil é uma nação que começou sua história sendo colonizada e, dessa forma, apenas consumia toda cultura e conhecimento que vinha de fora. No entanto, quase 200 anos após nossa emancipação, notamos que essa mentalidade ainda se faz presente, mesmo que já não tenhamos mais tantas razões para crer que tudo que vem do exterior é melhor do que aquilo que nasce e cresce aqui.

Nomes como Carlos Chagas, Heitor Villa-Lobos, Machado de Assis, Romero Britto, Alex Atala, Fernando Meirelles, Miguel Nicolelis, Sebastião Salgado, Carlos Saldenha, dentre muitos outros, merecem nossa admiração e nos fazem perceber que precisamos identificar e valorizar mais a produção nacional de boa qualidade, sem esperar o reconhecimento vindo de fora.

Trazemos o depoimento do Sistematizador DeRose sobre o assunto e a importância da Nossa Cultura neste panorama.

Nesse vídeo gravado na galeria Romero Britto, DeRose comenta a respeito da grande valorização dos brasileiros no exterior. Brasileiros que exportam arte, cultura, conhecimento. Ressalta ainda que dentro do Brasil o sentimento de reconhecimento nem sempre é o mesmo.

“Consegui inverter o fluxo nas correntes da transmissão de conhecimento. Durante séculos, o Brasil só teve o privilégio de comprar cultura. Nunca o de transmiti-la.

Pois bem, a nosso instituição a foi a primeira entidade cultural brasileira a exportar cultura para a Europa, sistematicamente, durante décadas. Desde 1975 dou cursos em países europeus, os quais estão se intensificando cada vez mais. Graças ao Método DeRose os brasileiros que viajam para o exterior experimentam um gostinho sem precedentes que é o de entrar falando português nos nossos afiliados na França, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália, Bélgica, Estados Unidos…

Até então, sempre precisávamos falar inglês para ser atendidos lá fora.

Empresários brasileiros para fechar negócios com outros países sempre tiveram que falar inglês, mesmo para contratos assinados no Brasil! Um desrespeito inominável. No entanto, embora eu fale quatro línguas, sempre fiz negócios no exterior falando português. Minhas aulas, palestras e noites de autógrafos na Europa são realizadas em português, com tradução simultânea às vezes para seis línguas. Isso é inédito.

Quem domina o Jiu-jitsu no mundo não são os japoneses e sim os brasileiros. O melhor boxeador peso galo de todos os tempos foi o vegetariano brasileiro Éder Jofre. O mesmo ocorreu com o football, difundido pelos ingleses, mas que teve por pentacampeões mundiais nada menos que os habitantes da Terra de Santa Cruz. Os vencedores da Fórmula Um foram os brasileiros Emerson Fittipaldi e Airton Senna. E ninguém precisa ir à Índia para encontrar o melhor acervo técnico da nossa Filosofia do mundo, precisa, sim, ir ao Brasil, pois é onde ele está nos albores do Terceiro Milênio. Com exceção dos países que são nossos parceiros latino-americanos e merecem que eu fale em espanhol.

A curiosidade é: como o Brasil se tornou o berço dessa reviravolta e desse resgate histórico, muito bem representado pelo presente livro?

A resposta é simples. Na década de 70 do século passado eu introduzi as técnicas do nosso Método nas universidades federais, estaduais e católicas de muitos estados do nosso país como curso de extensão universitária para a formação de instrutores. Isso fez toda a diferença, já que os estudantes passaram a levar sua preparação muito mais a sério.

Isso fez com que os nossos professores durante quase quarenta anos de gerações sucessivas se tornassem cada vez mais qualificados. A conseqüência foi um salto evolutivo que colocou os brasileiros entre os melhores profissionais da área no mundo; seguidos pelos portugueses e argentinos. Estamos mais de duzentos anos à frente da maior parte dos países autodenominados como “Primeiro Mundo”.

Essa vitória ganha ainda maior relevância por sabermos que o bloco dos países mais ricos insiste em nos olhar de soslaio.

No entanto, modéstia às favas, com o Método DeRose conseguimos reverter esse estado de coisas e o mundo aceita nos escutar e aprender conosco. Não é vaidade. É orgulho sadio que quero compartilhar com você, estimado leitor, e com todos os brasileiros.” DeRose

 

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